De que são feitas as Histórias?
Que podemos fazer, ou encontrar feito, com madeira?
Tantas coisas: mesas, escadas, caixas, cadeiras, brinquedos, .....bonecos....
O presente projeto partiu da necessidade de adaptar o Voluntariado de Leitura à realidade atual, emergente do isolamento social. Numa perspetiva de dar continuidade à tarefa de Voluntária de Leitura, na promoção de hábitos de leitura e desenvolvimento de competências de escrita e de outras literacias, este novo espaço pretende garantir continuidade do projeto. O acompanhamento regular, diversificado, motivador e prazeroso é fundamental para criar o hábito de leitura.
De que são feitas as Histórias?
Que podemos fazer, ou encontrar feito, com madeira?
Tantas coisas: mesas, escadas, caixas, cadeiras, brinquedos, .....bonecos....
Hoje, retomei o voluntariado da leitura, uma viagem que faço há algum tempo e que me preenche.
Na escola Básica da Feitosa esperava-me um pequeno grupo de meninas e meninos.
Levei livros que falam diretamente ao CORAÇÃO, afinal despertar para a leitura é despertar paixões.
Dentro da caixa "Aqui há histórias" (algo ainda desconhecido para os meninos), tinha 2 corações. Perguntei se eram bonitos e de quem seriam, ao qual responderam que sim e que um era mais pequeno que o outro.
- Se um deles fosse vosso qual seria? - perguntei
- O mais pequeno porque nós somos pequenos.
- O maior deve ser o seu.
Decididamente disseram: - Nós temos um coração pequenino.
- Mas eu também tenho um coração pequenino..."No meu coração pequenino" de Jo Witek e Cristine Roussey vai ser a primeira história que vos vou ler.
E foi com esta leitura que uma menina concluiu que se tratavam de emoções,
- sim porque o nosso coração fica acelerado quando temos medo... até conseguimos escutá-lo por isso muda de cor.
Claro que no nosso coração mora muita gente e até alguns animais.
- A nossa família, a Mãe, o Pai...- disseram
Foi então que do saco de pano saiu o livro "A minha Mãe" de Anthony Browne.
Posso dizer que vi corações derreterem, sorrirem e atrevo-me a dizer que havia corações apaixonados, mas que a minha Mãe é ótima, lá isso é.
Para finalizar a sessão, e depois de lhes contar que também eu sou mãe, contei-lhes que as mamãs conseguem fazer tudo.
"As mamãs fazem arco-íris" de Becky Davies e Dan Taylor mostrou que cada dia é uma aventura. Elas sabem fazer aviões, fortalezas e até arco-íris!
"...os seus beijinhos têm uma magia que faz ficar tudo bem..."
No passado dia 20 de outubro retomei o voluntariado da leitura. E que bom que foi!
Levei comigo "Obax" uma menina sensível e encantadora que usa birotes e tem como passatempo preferido contar histórias (e algumas delas são tão incríveis que parecem sonhos).
" Já tinha colhido ovos de avestruz, conhecido elegantes girafas, corrido ao lado de antílopes e enfrentado ferozes crocodilos"
Um livro que nos levou a viajar até Africa, conhecer a savana e embarcar numa aventura com Obax, às costas de Nafisa, um velho elefante solitário, que nos levou a conhecer o mundo.
O texto e as ilustrações são belíssimas, um verdadeiro tesouro de cores e profunda atmosfera afetiva que nos leva a ritmos africanos, do autor e ilustrador André Neves, editado pela Paleta de Letras.
Um livro delicioso e imperdível que os meus pequenos leitores e leitores do futuro adoraram.
"Foi então que, ao tropeçar numa pequena pedra com a forma de um elefante, ela mergulhou numa ideia fantástica: partiria pelo mundo fora e, em algum lugar, haveria de encontrar novamente uma chuva de flores. Desta forma provaria a todos que a sua história era verdadeira."
Ao fim de alguns dias, também os leitores do futuro, estes meus pequenos leitores, colheram pedras e as suas histórias tomaram novos rumos pelo mundo da imaginação.
E não é que eles gostaram dos birotes de Obax!
e eu também....
Um livro pop-up delicioso.
Num passeio pelo jardim ou espreitando à janela, este livro relata uma história sobre o ciclo da vida e a passagem do tempo.
No jardim todos os sentidos estão alerta: ver as cores, sentir o frio, cheirar os perfumes das flores, saborear os frutos, observar o corre-corre e os altos voos das aves. A vida de vários seres ocorre a cada instante, basta observar atentamente.
Empilhar na cabeça todos os tipos de objetos e manter uma pose altiva, para não ter de ouvir da boca de ninguém "Endireita-te", e repetidamente ao longo da vida, faz parte dos tempos em Djougou. Tudo isto para que uma menininha cresça.
"Adjou, endireita-te" - Cantaram-nas as mães, as avós e as tias.
São meninas, raparigas e mulheres que carregam o pesado fardo da vida, ( Como se o mundo tivesse lugar no alto da sua cabeça!)
"Quanto mais ela cresce, mais pesadas são"
Felismina Cartolina e João Papelão.
Editado pela Paleta de Letras, escrito por Pedro Seromenho e ilustrado por Sandra Fernandes.
Poderão personagens de papel e cartão viver uma história de amor e paixão?
Esta é a pergunta que atormenta a Felismina Cartolina e o João Papelão.
Filhos de reis inimigos, recorrem aos amigos (quadrículas, mapa e irmãos fotocópia) para encontrarem uma resposta.
Conhecer outras culturas através do livros, é conhecer o mundo sem sair do lugar.
Um excelente livro que nos cativa e nos fascina tanto pela narrativa como pela sua estética e elementos que partilha.
A história, caligrafia e selos são de Wang Fei, os textos de Marie Sellier e as ilustrações de Catherine Louis. Editado pela Kalandraka, este pequeno tesouro traz um desdobrável magnífico que explica a técnica dos ideogramas e da escrita chinesa.
Toda a narrativa é em torno da figura mitológica do dragão, figura muito amada na China e que se tornou o símbolo da Paz até aos dias de hoje. É em sua honra que todos os anos se celebra o Ano Novo Chinês.
Página a página, folheando e descobrindo a poesia, os símbolos e caligrafia que traduzem o texto, esta é uma ótima história para leitura, capaz de fascinar qualquer leitor.
Parece-me o exercício ideal para explicar as diferenças entre o nosso alfabeto e o Chinês, falar da lógica da simbologia, introduzir o tema das diferenças culturais entre os continentes, alargando o horizonte para a explicação das crenças e mitologia.
Inspirada numa tradição de contar histórias que já vem do séc. IX ou X e com origem no Japão, recorri ao Kamishibai que elaborei e assim partilhar uma releitura desta obra, para a qual também sugiro apreciação do livro (procura na tua biblioteca).
"Vamos abrir as portas do meu coração para o seu interior poder explorar."
Todos nós somos criativos. Quando nos começamos a envolver com os livros, não só desenvolvemos habilidades cognitivas, como a descodificação...